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Transação tributária: PGFN amplia oportunidades para regularização de débitos fiscais

Novos editais e prorrogações ampliam as alternativas para negociar dívidas com a União. A escolha da modalidade exige análise das condições jurídicas e da capacidade financeira da empresa.

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) atualizou as oportunidades de transação tributária para débitos inscritos em dívida ativa da União, com a publicação de novos editais e a prorrogação de prazos de adesão.

Entre as medidas, o Edital PGDAU nº 12/2026 contempla débitos inscritos em dívida ativa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e contribuições sociais previstas na Lei Complementar nº 110/2001. Também foram prorrogadas modalidades previstas nos Editais PGDAU nº 6, 8 e 9/2026.

Quais débitos podem ser negociados?

O Edital PGDAU nº 12/2026 abrange empregadores com passivo consolidado de até R$ 45 milhões inscrito em dívida ativa do FGTS ou relativo às contribuições sociais previstas na Lei Complementar nº 110/2001. A adesão está prevista para o período de 15 de outubro de 2026 a 29 de janeiro de 2027.

As prorrogações dos Editais PGDAU nº 6, 8 e 9/2026 abrangem modalidades específicas, cujos prazos e critérios variam conforme a natureza dos débitos e as condições estabelecidas em cada instrumento. Por isso, é necessário consultar as regras vigentes antes de formalizar a adesão.

Como avaliar se a transação tributária é vantajosa?

A transação tributária pode contribuir para a regularização de débitos fiscais, mas a existência de descontos ou condições facilitadas não significa que a negociação seja necessariamente a melhor alternativa para a empresa.

A decisão deve considerar a composição do passivo tributário, a capacidade de pagamento, os efeitos financeiros das parcelas e as condições jurídicas do acordo, inclusive as consequências de eventual descumprimento.

A análise integrada desses fatores permite comparar as modalidades disponíveis e avaliar sua compatibilidade com a realidade econômica da empresa.

Gestão do passivo tributário e segurança jurídica

A escolha de uma transação tributária deve integrar a estratégia de gestão do passivo fiscal, considerando não apenas as condições oferecidas, mas também seus impactos financeiros e jurídicos.

O acompanhamento dos editais da PGFN e a avaliação individualizada dos débitos permitem identificar oportunidades de regularização com maior previsibilidade e segurança jurídica. Mais do que aproveitar um prazo, é fundamental compreender as condições da negociação e seus efeitos para a empresa.

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